16 Novembro, 2021

Resultados da Greenvolt sobem 45,7% no 3º Trimestre

O terceiro trimestre de 2021 ficou caracterizado pela consolidação das operações de Tilbury Green Power, mas também da V-Ridium e da Profit Energy. Aquisições que permitiram posicionar a GreenVolt como uma referência na produção energética através de biomassa residual, mas também constituem um passo indispensável no sentido do estabelecimento da empresa como um major no segmento da promoção e desenvolvimento de projetos de energia renovável eólica e fotovoltaica do tipo utility scale.

A compra da Profit e da Perfecta Energia dá corpo àquele que é o posicionamento estratégico da GreenVolt no segmento de geração energética descentralizada, de enorme importância para uma transição energética rápida que contribuirá para a redução da fatura energética tanto das empresas como das famílias.

Neste trimestre assistiu-se a um forte aumento generalizado do preço da energia elétrica, o que levou a um recrudescimento do mercado de Power Purchase Agreements (PPA) e a um crescimento muito significativo do mercado de geração energética descentralizada, tanto no segmento residencial como no comercial e industrial.

TILBURY IMPULSIONA RECEITAS DA GREENVOLT

A GreenVolt opera na produção de energia elétrica através de biomassa residual, estando atualmente presente em duas geografias: Portugal e Reino Unido. Em Portugal, detém 5 centrais de biomassa residual florestal, com uma capacidade instalada de cerca de 100 MW. No Reino Unido, detém uma participação maioritária (51%) na TGP, operando uma central com cerca de 42 MW que utiliza resíduos lenhosos urbanos.

Tendo em conta que a conclusão da aquisição de TGP ocorreu no dia 30 de junho de 2021, o trimestre em análise é o primeiro trimestre em que os resultados desta central são considerados no Grupo GreenVolt.

Biomassa residual em Portugal e no Reino Unido

Na operação doméstica, o terceiro trimestre ficou caracterizado pela conclusão durante o mês de setembro da paragem de manutenção programada da central de Ródão, tendo-se procedido à grande reparação da turbina (que ocorre após 100.000 horas de operação).

A 30 de Junho, a GreenVolt concretizou o primeiro passo na sua estratégia de internacionalização no segmento da produção energética através de biomassa residual com a aquisição da TGP, uma das maiores centrais do Reino Unido de produção energética via biomassa proveniente de resíduos lenhosos urbanos.

Durante o 3º trimestre de 2021 foram produzidos cerca de 272 GWh de energia elétrica, o que corresponde a um crescimento de 60% relativamente aos 170 GWh produzidos no mesmo trimestre do ano anterior.

No caso da TGP, as receitas têm uma componente fixa – abrangidas pelo sistema de Renewables Obligation Certificates (ROCs), cuja evolução anual está indexada à evolução do Retail Price Index (RPI) – acrescido de uma componente variável, que depende da evolução do preço da energia elétrica no mercado. Registe-se que o preço médio de mercado da energia no Reino Unido, durante o trimestre em causa, esteve acima de 100 £/MW.

Assim, a área de negócio de biomassa residual da GreenVolt registou receitas totais de cerca de 40 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de cerca de 78% face às receitas do ano anterior, e o EBITDA ascendeu a cerca de 21 milhões de euros, um crescimento de cerca de 120% face ao ano anterior.

Importa sublinhar que os resultados desta unidade de negócio refletem o facto de este trimestre se tratar do primeiro trimestre em que os resultados da central de TGP são incluídos no Grupo GreenVolt e também a alta de preços de mercado da energia no Reino Unido.

Desenvolvimento de projetos de energia solar fotovoltaica e eólica

No segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, a GreenVolt está, essencialmente, presente no segmento mais a montante da cadeia de valor – a fase de desenvolvimento e promoção de projetos – através da aquisição da V-Ridium, sociedade com abrangência pan-europeia que dada a fase de preparação dos projetos, intensa em custos operacionais, gerou um EBITDA negativo de 1 milhão de euros no trimestre e receitas de 865 mil euros. Se a operação da V-Ridium tivesse sido consolidada desde o início do ano, o EBITDA teria ascendido a cerca de 3 milhões de euros.

Com a aquisição da V-Ridium, a GreenVolt posiciona-se no mercado como um dos maiores promotores de projetos à escala europeia, posicionando-se no segmento mais rentável e menos capital intensivo do segmento de energias renováveis do tipo utility-scale.

Foram também, durante este terceiro trimestre, celebrados acordo de codesenvolvimento em Itália e na Roménia com promotores reconhecidos no mercado e, na Polónia, foi adquirida uma participação maioritária (51%) na KSME, empresa de soluções de armazenagem energética com um pipeline de cerca de 5.6 GW, dos quais cerca de 1.4GW com interligação assegurada à rede elétrica polaca.

Em termos de projetos em fase avançada, foi antecipada a expectativa de entrada na fase de pré-construção de cerca de 220 MW. Assim, para o ano de 2022, a GreenVolt prevê ter cerca de 600 MW de projetos em Ready to Build em Portugal, Polónia e Grécia.

Geração energética renovável descentralizada

A GreenVolt concluiu, no terceiro trimestre, a aquisição 70% do capital social da Profit Energy, empresa de engenharia especializada no desenvolvimento e conceção de projetos de produção de energia através de fontes renováveis e eficiência energética, com particular foco nos sistemas solares fotovoltaicos e na iluminação LED, incluindo a prestação de serviços de desenvolvimento de projetos e engenharia, aprovisionamento e construção e prestação de serviços de operação e manutenção. A Profit dedica-se, essencialmente, ao segmento industrial e comercial.

O segmento de geração descentralizada é um dos sectores de energias renováveis mais dinâmico, tendo o mercado global crescido 1,8x entre 2018 e 2020. Em termos Ibéricos, onde os níveis de irradiação são dos mais elevados da Europa, o nível de instalação de geração descentralizada per capita é dos mais baixos da Europa.

A GreenVolt considera esta área de negócio como estratégica, ambicionando reforçar a sua quota de mercado a nível europeu.

Durante o ano de 2021, a Profit já concluiu a instalação de 8 MWp, estando atualmente em execução cerca de 36 MWp. Registe-se que no ano de 2020 a Profit tinha instalado cerca de 15 MWp.

Em termos financeiros, tendo em conta que a aquisição ocorreu no final de agosto de 2021, apenas foi considerado um mês de resultados da Profit. As receitas desta unidade de negócio ascendem a cerca de 360 mil euros, o que se traduziu num EBITDA de cerca de 27 mil euros.